Conta-se que um comandante foi derrotado em uma de suas batalhas. O desespero tomou conta dele e sua esperança desapareceu. Ele abandonou seus soldados e foi para um local isolado no deserto. Sentou-se ao lado de uma enorme rocha e, então, viu uma pequena formiga carregando um grão de trigo, tentando levá-lo para o seu formigueiro, na parte superior da rocha. No caminho o grão caiu. A formiga voltou a carregar o grão e tentou subir novamente. Cada vez que tentava, o grão caia e a formiga, novamente,voltava para carregá-lo e tentar subir novamente.
O comandante ficou observando o inseto com muita atenção, acompanhando suas tentativas de levar o grão várias vezes até que, finalmente, conseguiu subir com o alimento para o formigueiro. O comandante derrotado ficou admirado com a cena interessante que presenciou. Então, levantou-se, cheio de esperança e entusiasmo, juntou seus soldados e devolveu-lhes o espírito de otimismo e iniciativa, preparando-os para uma nova batalha. O resultado foi a vitória sobre seus inimigos. A arma principal do comandante foi a esperança que ele aprendeu com aquela minúscula formiga.
Maurice Bucaille é um francês que cresceu no seio da religião cristã assim como seus pais. Ele se dedicou e destacou até alcançar a condição de um dos mais famosos e experientes cirurgiões que a França moderna conheceu. Entre suas experiências houve um caso admirável, que transformou a sua vida e o seu destino. No final da década de 1980, quando o socialista François Mitterrand ocupava a presidência do país, o governo francês solicitou ao egípcio o empréstimo da múmia do Faraó Ramsés para fazer alguns estudos e exames arqueológicos. Para este fim, foi enviada à Europa a múmia de um dos mais importantes soberanos que o Egito conheceu. E, no recinto do aeroporto, o presidente francês com seus ministros e os grandes responsáveis pela cidade ficaram alinhados diante da escada do avião para recepcionar o Faraó, como se ele ainda estivesse vivo, como se o grande Rei gritasse ainda para o povo egípcio: “Sou o vosso deus supremo.”
Ao finalizar a recepção faraônica em terras francesas, a múmia foi transportada, em cortejo não com menos pompa do que a recepção, a um departamento especial do Centro Arqueológico Francês. Ela ficou a disposição dos mais famosos arqueólogos e cirurgiões. O chefe dos cirurgiões e o responsável pelo exame da múmia era exatamente o professor Maurice Bucaille. Os examinadores estavam interessados na restauração da múmia, enquanto o interesse de Maurice era descobrir como aquele Faraó morreu.
O resultado das análises finais foi obtido em uma hora tardia da noite. Havia resíduos de sal no seu corpo. Isto é, um prova de que ele havia morrido afogado! E que seu corpo foi tirado do mar logo depois de seu afogamento. Ele foi mumificado imediatamente para a conservação de seu corpo. Entretanto, algo estranho intrigava Bucaille: como aquele corpo foi conservado mais perfeitamente do que as outras múmias, apesar de ter sido tirado do mar?
Um dos presentes no recinto disse-lhe que o Alcorão, o Livro Sagrado no qual os muçulmanos acreditam, narra o episódio de seu afogamento e cita a conservação de seu corpo após o fato. Ele ficou ainda mais perplexo e passou a se perguntar: “Como isso pode acontecer se a múmia foi descoberta somente em 1898 da Era Cristã, enquanto o Alcorão existe há mil e quatrocentos anos? Como a mente pode aceitar isso, pois a humanidade nada sabia a respeito de os egípcios antigos mumificarem seus faraós, a não ser pouco tempo atrás?
Após a análise da múmia e sua restauração, o governo francês devolveu-a ao Egito, num magnífico caixão de vidro. Bucaille, porém não satisfeito desde que foi informado a respeito da conservação do corpo transmitida na Escritura Sagrada dos muçulmanos, fez as malas e resolveu ir para a Arábia Saudita participar de um congresso de medicina na qual estaria presentes cirurgiões muçulmanos. Foi lá que ele informou, pela primeira vez a respeito do que descobriu quanto à conservação do corpo de Faraó, após o afogamento. Um de seus colegas abriu o Alcorão e começou a recitar as palavras de Deus, o Altíssimo: “Porém, hoje, salvamos apenas o teu corpo, para que sirvas de exemplo à tua posteridade. Em verdade, há muitos humanos que estão negligenciando os Nossos versículos.” (Alcorão Sagrado, 10:92)
O versículo causou uma impressão muito forte nele, fazendo-o tremer e ficar de pé perante os presentes, gritando com todas as suas forças: “Eu declaro a minha conversão ao Islã e que creio no Alcorão!”.
Finalmente, convenceu-se da veracidade das palavras de Deus, o Altíssimo: “A falsidade não se aproxima dele (do Livro), nem pela frente, nem por trás; é a revelação do Prudente, Laudabilíssimo.”(Alcorão Sagrado, 41:42)
Maurice Bucaille concluiu “esses aspectos científicos, muito particulares do Alcorão, logo de início, deixaram-me profundamente atônito porque, até então, eu não tinha jamais acreditado ser possível que se pudesse descobrir, num texto redigido há mais de treze séculos, tantas afirmações relativas a assuntos extremamente variados, absolutamente científicos modernos.”
Fonte: Revista Islâmica Evidências -Setembro/Outubro 2008 Páginas 64-67)